Quanto mais inteligente menos sociável…

Psicologia Social

Segundo um estudo publicado no British Journal of Psychology, em 2016, as pessoas inteligentes estão melhor com menos amigos, portanto menos sociáveis. Os psicólogos evolucionistas Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, e Norman Li, da Singapore Management University, estudam a questão do que torna uma vida mais feliz.

Os autores Kanazawa e Li afirmam que o estilo de vida de caçadores-coletores dos nossos ancestrais antigos constitui a base para o que nos faz felizes agora. Segundo o artigo, as pessoas que vivem em áreas mais densamente povoadas, tendem a sentir menos satisfação com a vida em geral. Mas quanto mais interações sociais com amigos íntimos uma pessoa tiver, maior será sua felicidade experienciada.

Mas para esta conclusão, houve uma excepção. Verificaram que nas pessoas mais inteligentes, essas correlações foram menores ou mesmo inversas.

“O efeito da densidade populacional na satisfação com a vida foi, portanto, mais do que o dobro para indivíduos com QI baixo do que para indivíduos com QI alto”, eles descobriram. E “indivíduos mais inteligentes ficariam menos satisfeitos com a vida se socializassem com seus amigos com mais frequência”.

Ou seja, quando pessoas mais inteligentes passam mais tempo com seus amigos, elas as tornam menos felizes.

Muitos estudos de psicologia sugerem uma correlação entre ter amigos próximos e familiares e um estado de felicidade. Porque esta relação acontece menos com pessoas inteligentes?

Carol Graham, investigadora da Brookings Institution que estuda a economia da felicidade afirma que “as descobertas aqui sugerem (e não é surpresa) que aqueles com mais inteligência e capacidade de usá-la … são menos propensos a gastar muito tempo a socializar porque estão focadas nalgum outro objetivo de longo prazo”.

Poderá pensar nas pessoas realmente inteligentes que conhece. Pode ser um professsor que está a escrever um artigo para uma revista, um médico a investigar a cura para o câncer ou um músico a trabalhar num álbum novo ou um advogado de direitos humanos a trabalhar num processo muito complexo. Na medida em que a interação social frequente prejudique a realização desses objetivos, ela pode afetar negativamente a satisfação geral com a vida.

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